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    Fala

    Por Juliana Bonat, trecho de um conto ainda inédito

    “E fez-se, então, o silêncio que é tão comum entre os homens. Aquele silêncio que retomba logo após o arrebatamento de uma emoção. O silêncio que, diante da ausência de palavras, fala por eles. É possível ouvir em seu calar e no olhar fixo que o acompanha aquilo que ecoa em suas entranhas. E aquele silêncio específico dizia: tenho saudade da minha terra, da minha gente. E o que a mudez gritava era o medo de não haver mais retorno.”

    Comentários

    Comment de Carmen
    Data 23/08/2010 as 11:56

    Meu Deus, baixou a Clarice na minha amiga…. Arrasa muito. Emocionei.

    Comment de Juliana
    Data 23/08/2010 as 12:07

    Obrigada, Carmen! Pena que a Clarice só baixe num parágrafo. O resto é a Juca se arrastando, lutando contra os clichês e estereótipos. Tarefa penosa, viu?

    Comment de Andrés Ibarra
    Data 23/08/2010 as 14:38

    Tá bonito! E nós aqui, na torcida. Eu ando lendo um conterrâneo meu, o Roberto Bolaño, que só vim a conhecer há pouco tempo. Tirar as coisas do nada… isso não é pra qualquer um e essa luta com as palavras você tem todas as condições de ganhar!

    Comment de Juliana
    Data 23/08/2010 as 15:13

    Valeu pelo apoio, Andrés. Ganhei um livro do Bolaño, “Noturno do Chile” e estou interessadíssima em ler. Aguardo o seu novo post e, quem sabe, não falamos os dois sobre o mesmo autor?

    Comment de Carla
    Data 21/07/2011 as 10:29

    Que delícia de trecho, Jú! O conto continua inédito? rsrs

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